Em um futuro distópico, o tempo foi subtraído da existência. Não apenas o tempo físico e social, mas também o biológico. Os interesses da Corporação se impuseram como uma força global implacável. Viver em uma realidade inventada é ao mesmo tempo uma fuga e a manipulação da inocência e dos desejos. Seria po
ssível refazer o tempo? Uma série de nove histórias entrelaçadas que podem revelar facetas obscuras da humanidade e da sociedade moderna.
TAU é uma obra de ficção científica brasileira centrada na ideia de ausência do tempo, incluindo o sono e o tempo biológico. Ao longo de nove histórias conectadas, o livro explora as consequências desse “eterno presente”: desorientação, perda de referência, identidade instável e novas formas de controle sobre memória e desejo. Indicado para leitores de distopias com estética cyberpunk e biopunk, e para quem procura narrativas sobre colapso temporal e realidades manipuladas.
“Eles eliminaram o tempo, definitivamente. Removeram todos os relógios, de parede, de pulso, de bolso… Talvez esses objetos fossem de fato obsoletos àquela altura, mas, sim, foi deliberado, era um projeto mundial.”
“…a ausência de tempo nas salas é consequência da incapacidade de gerar tempo. Não aquele socialmente estabelecido, mas um tipo muito mais real, natural, muito peculiar: o tempo orgânico.”
“... se há algum pensamento, acho que são apenas arremedos, ideias que um dia existiram, agora retalhadas numa sequência fixa de ações e comandos.”
Estruturado na forma de contos independentes, o mundo distópico imaginado pelo autor vai ganhando forma a cada texto. As ilustrações, produzidas pelo designer @mateusgandrade, dialogam com os diferentes contos e complementam a história. Para quem os encontrar, os “easter eggs” ajudarão a desvendar alguns dos níveis possíveis de interpretação da obra. Boa leitura!